Por Redação em 02/10/2020

Os investimentos em cidades inteligentes vêm crescendo. E a chance de levar um projeto “convencional” e usá-lo para oferecer serviços para cidades inteligentes está atiçando o apetite do mercado. Uma das oportunidades são os leilões de iluminação pública, nos quais as disputas têm sido acirradas, lembra o jornal O Estado de São Paulo. Isso porque é possível usar este sistema para oferecer, por exemplo, serviços que monitoram a cidade ou estacionamentos inteligentes. Assim, as empresas conseguiriam receita extra a partir de um só ativo.

Uma das empresas que participam ativamente destes certames é a ENGIE. Leonardo Serpa, diretor presidente de Soluções da companhia comparou a iluminação pública a uma rede neural. Segundo Serpa, um levantamento da ENGIE, de 2016, apontou que tecnologias mais modernas podem reduzir o consumo de energia em até 50%. Portanto, a ENGIE decidiu disputar licitações, com foco “em cidades um pouco maiores”, explicou Serpa ao jornal. Hoje, a empresa gerencia 300 mil pontos de luz no país, segundo o jornal.

Serviços para cidades inteligentes: avanço maior fora do Brasil

Empresas grandes e pequenas têm se juntado às disputas. No grupo entram antigas prestadoras de serviços para as distribuidoras  e companhias de instalação de radares, contou Pedro Iacovino, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública (Abcip). Há, ainda, empresas controladas por fundos de investimentos.

As cidades inteligentes ainda engatinham no Brasil. Contudo, Bruno Aurelio, sócio especializado do setor de infraestrutura do escritório Demarest, prevê crescimento. “No mundo, essas soluções estão mais avançadas do que no Brasil, mas isso vai aumentar aqui”, avaliou.

A pandemia de Covid-19 tornou as soluções de cidades inteligentes ainda mais necessárias. Afinal, elas podem, por exemplo, facilitar a comunicação com a população e servir para monitorar  pessoas em tempo real. Em Londres, um serviço de verificação da qualidade do ar foi adaptado para checar o isolamento social.