Por Redação em 20/04/2020

Aproximadamente 50% da energia elétrica produzida no mundo será de baixo carbono e renovável (eólica e solar) em 2050, o que deve acabar com o domínio dos combustíveis fósseis no setor energético, segundo o relatório da BloombergNEF (BNEF).

De acordo com o documento, a geração de energia elétrica solar fotovoltaica deverá passar de 2%, em 2019, para 22% em 2050, enquanto que a energia eólica deverá crescer de 5% para 26% no mesmo período. Já a energia gerada por usinas hidrelétricas deve ter crescimento modesto devido à limitada disponibilidade de recursos naturais disponíveis. A energia nuclear deve permanecer estável em virtude dos custos elevados e falta de flexibilidade para atuar como complemento às energia renováveis.  

Com o avanço da tecnologia em baterias, as energias eólica e solar poderão atingir mais de 80% de penetração em alguns mercados.

Custos da energia solar vão cair

Os custos da produção de energia solar fotovoltaica deverão cair, em média, 63% até 2050, para aproximadamente US$ 25 / MWh. Conforme o estudo, a expectativa é de que haja queda de 34% dos gastos atuais até 2030, à medida que a indústria tiver maior eficiência na cadeia de produção.

A energia eólica também ficará mais barata.Os preços das turbinas já caíram 40% desde 2010 e a projeção é de queda de 36% até 2030 e 48% até 2050, com um custo de geração de energia elétrica caindo para aproximadamente US$ 30/MWh.

Os preços das baterias também seguirão o mesmo ritmo de queda de preços, para US$ 62/kWh até 2030, e de 64% em relação a hoje.

baixo carbono

Energia elétrica de baixo carbono nos EUA

Nos Estados Unidos, as fontes renováveis e de gás se tornarão a principal fonte de geração do país em substituição ao carvão e a energia nuclear, que deverão praticamente desaparecer até 2050.

Sistemas de armazenamento de energia por meio de baterias destinados a estabilizar as intermitências da produção de energia por fontes renováveis deverão crescer significativamente a partir de 2035, quando as renováveis poderão atingir 43% do total da matriz elétrica. As emissões de gases de efeito estufa deverão ser 54% menores do que atualmente.  

Até 2050, 84% da geração do México será fornecida por tecnologias de baixo carbono, que devem promover a redução das emissões do setor de energia em 76% dos níveis atuais.

No Brasil, as usinas hidrelétricas deverão participar com 43% da geração de energia elétrica do país até 2050, aliadas aos recursos solares e eólicos do país 

O setor de energia do Brasil representa apenas 4% das emissões de CO2 do país devido aos recursos hídricos do país. As emissões cairão ainda mais, cerca de 86% até 2050.

China e Europa passarão a ser predominantemente renováveis

A China continuará a responder pelo maior mercado de energia renovável – eólica e solar-, que, juntas, devem passar de 8%, em 2019, para 48% até 2050.

Na Europa, até 2040, as energias renováveis representarão 90% do mix de eletricidade na Europa, dos quais 80% de participação virão das energias eólica e solar.

Produção de energia elétrica de baixo carbono é de 83% no Brasil

Atualmente, as fontes renováveis de energia representam cerca de 83% da matriz elétrica nacional. Segundo as projeções do Plano Decenal de Energia 2029, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a participação das fontes limpas deverá cair para 80% em 2029. 

Ao longo de dez anos (2019 – 2029), a participação da energia eólica passará de 9% para 16%. Já a energia solar deve subir de 2%, em 2019, para 8%, em 2029.

Com o incentivo do governo para abertura do gás natural, a geração de energia por gás natural tende a dobrar, de 7% para 14%. Já a participação das usinas hidrelétricas deve cair de 58% para 42%.

Sobre a ENGIE

A ENGIE é a maior empresa privada de energia do País, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas e de infraestrutura. Além disso, a empresa está engajada proativamente em tornar-se líder na transição energética rumo a uma economia de baixo carbono. No mercado global, a empresa também é uma das líderes deste segmento, sendo referência em energia renovável e serviços de baixo carbono.

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