Por Redação em 26/02/2020

A Microsoft anunciou a meta de negativar as suas emissões líquidas de carbono até 2030. Ou seja, a redução das emissões por meio de medidas compensatórias será maior do que as emissões propriamente ditas, segundo a empresa. “Aqueles que puderem se movimentar e ir além, devem fazê-lo”, disse Brad Smith, presidente da Microsoft.  

Smith informa que a meta é ambiciosa e representa um avanço em relação aos planos anunciados pela empresa, há pouco mais de dois anos, de reduzir as emissões de carbono em 75%, segundo o portal Engadget. 

 Além do plano de ter emissões líquidas negativas, a Microsoft também pretende remover todo o carbono que a empresa emitiu diretamente com a produção ou com o consumo de energia desde que foi fundada em 1975. 

Embora o mundo precise atingir zero emissão, aqueles que puderem se movimentar e ir além, devem fazê-lo.

Microsoft mira emissões de clientes e fornecedores

A empresa também pretende lançar iniciativas para ajudar fornecedores e clientes, a reduzirem suas pegadas de carbono. Além disso, planeja criar um fundo de inovação climática de US$ 1 bilhão. A Microsoft também divulgou que fará remoção do carbono de parte da área de compras, com análise dos parceiros da cadeia de suprimento. 

Todos os progressos da empresa em relação à redução do carbono serão relatados, anualmente, no novo Relatório de Sustentabilidade Ambiental.

No curto prazo, a Microsoft planeja reduzir suas emissões de “escopo 1” (emissões diretas criadas pela atividade da empresa)  e “escopo 2” (emissões indiretas provenientes da produção e uso da energia) para quase zero até 2025.

Para reduzir as emissões do escopo 1 e 2, a Microsoft vai implementar 100% do consumo de energia em fontes renováveis. A empresa também planeja adotar frota de veículos totalmente elétrica até 2030.

Em relação ao escopo 3, que envolve todas as demais atividades da empresa, desde viagens de negócios à vida útil dos produtos após a compra, a Microsoft pretende reduzir em mais da metade até 2030, por meio do “imposto interno sobre o carbono”, que é uma taxa paga por cada área da empresa conforme o uso de carbono; esses recursos serão aplicados nos esforços de sustentabilidade da empresa.

Adaptação às mudanças climáticas

O esforço das grandes corporações em direção à redução das emissões é uma adaptação às novas demandas da sociedade e de governos, em direção a uma matriz de baixo carbono com vistas a reduzir o impacto dos negócios no clima do planeta. As próprias empresas enxergam que a manutenção de seus negócios dependerá dessa migração e por isso fazem esse movimento.