Por Redação em 29/07/2020

Um conjunto de fatores viabiliza, hoje, o crescimento das fontes renováveis no Brasil e no mundo, avaliou a engenheira Suzana Kahn, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), durante live apresentada pela ENGIE e pelo Museu do Amanhã, sobre oportunidades para consolidação de uma matriz energética renovável em um mundo pós-pandemia.

“O momento que estamos vivendo hoje é propício para a construção de novos pilares econômicos e sociais”, afirmou. “Temos, por um lado, a redução de investimentos por conta da desaceleração da economia mundial, em razão da pandemia. Por outro lado, estamos vivendo um momento de grandes redefinições e quebras de paradigmas”, observou a engenheira.

O momento que estamos vivendo hoje é propício para a construção de novos pilares econômicos e sociais.

Para ela, é crescente a percepção da importância da segurança e da eficiência energética como estratégica para as nações, e da necessidade de reduzir as emissões de carbono na atmosfera.

“Nesse sentido, os esforços para diversificação da matriz energética ganham ainda mais força, com um apoio ainda maior das fontes renováveis “, avaliou, acrescentando que, no mundo pós-covid,  as questões ambientais e de sustentabilidade vêm se tornado cada vez mais importantes, desencadeando maior interesse por fontes mais limpas e o uso mais racional dos recursos naturais. Daí, o maior potencial de massificação das energias renováveis, segundo a engenheira.

Iniciativas para descarbonização devem atrair mais investimentos em fontes renováveis

O economista Ronaldo Seroa da Motta, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), afirmou que mesmo que o setor de combustíveis fósseis seja forte e conte com grande volume de investimentos para os próximos anos, não há duvida de que a transição energética vá acontecer.

Vamos depender do petróleo por alguns anos, mas a transição é importante pois vamos ter que reduzir 50% do consumo de energia fóssil se quisermos frear o aquecimento global”, afirmou. Além disso, segundo o economista, os investimentos em energia limpa, em particular eólica e solar, geram mais empregos que na indústria do petróleo.

Uma outra grande oportunidade para o país, segundo Motta, seria a possibilidade de gerar emissões negativas de carbono, a partir da conservação ambiental e do reflorestamento, afirmou, lembrando que o Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo.