Por Redação em 20/01/2021

A bolsa de valores Nasdaq solicitou à SEC (Securities and Exchange Commission – o equivalente à Comissão de Valores Mobiliários, no Brasil) a aprovação de uma nova regra que obrigará as empresas listadas na bolsa a tomarem medidas para promover a diversidade racial e sexual em seus conselhos de administração.

A nova regra exigirá das 3.249 empresas listadas a inclusão, em seus conselhos, de pelo menos uma mulher e um diretor que se identifique como LGBTQ ou integrante de qualquer minoria racial. As empresas deverão ainda relatar à Nasdaq dados sobre a diversidade no conselho.

As empresas terão o prazo de um ano, a contar da aprovação da regra pela SEC, para apresentar um relatório sobre a atual diversidade no conselho. E um prazo de dois anos para cumprir efetivamente a regra. Grandes empresas poderão ter até quatro anos para se adaptar.

Nasdaq constata que mais de 75% das empresas listadas não promovem diversidade

As empresas que não cumprirem o novo padrão de diversidade terão de explicar publicamente por que não o fizeram. Em levantamento feito nos últimos seis meses, a Nasdaq constatou que mais de 75% das empresas listadas não promovem a diversidade em seus conselhos, como poderá ser exigido agora.

A presidente e CEO da Nasdaq, Adena Friedman, disse aos jornais que pediu à SEC para tornar a divulgação sobre diversidade uma regra para todas as empresas.

“O objetivo da Nasdaq é defender o crescimento inclusivo”, afirmou. ” A diversidade do conselho é um elemento importante para dar aos investidores confiança na sustentabilidade futura da empresa. Nosso objetivo, com esta proposta, é fornecer uma estrutura transparente para que as empresas listadas no Nasdaq apresentem sua composição de conselho e sua filosofia de diversidade. Acreditamos que esta regra será um passo de uma jornada mais ampla para alcançar representação inclusiva em toda a América corporativa”, concluiu.

Comprometimento com a diversidade é crescente no mundo corporativo

Em dezembro de 2019, a ENGIE Brasil aderiu aos “Princípios de Empoderamento das Mulheres” (WEPs, sigla em inglês de Women’s Empowerment Principles), uma iniciativa da ONU Mulheres. O CEO da companhia, Maurício Bähr, assumiu o compromisso de promover a igualdade de gênero, a começar pelo aumento do número de mulheres em cargos de liderança.

Em janeiro deste ano, a Goldman Sachs anunciou que não irá assessorar empresas que queiram abrir seu capital nos EUA e na Europa se elas não tiverem “pelo menos um membro do conselho que se identifique como integrante de uma minoria, com base em gênero, raça, etnicidade, orientação sexual ou identidade de gênero”.

Nos Estados Unidos, a Califórnia já aprovou uma nova lei que obriga a inclusão de pelo menos um membro de minoria no conselho de empresas estabelecidas no estado.

Em setembro, mais de 30 grandes empresas, entre as quais o Wells Fargo, a General Motors e o Target, se comprometeram a apresentar relatórios sobre a diversidade em seus conselhos, já no início de 2021.

Objetivos não financeiros

O Grupo ENGIE pretende anunciar até o início de 2021 seus objetivos não financeiros para o ano de 2030. Serão, ao todo, 19 metas destinadas a ampliar não só os impactos positivos da companhia na sociedade, como também os benefícios para o meio ambiente e para a população no entorno dos projetos. E, assim, estar alinhada aos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.

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