Por Redação em 01/06/2021

Com foco no legado a ser construído para as próximas gerações, a ENGIE apoia as comunidades onde está inserida por meio de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento local sustentável. Quando se trata de uma usina hidrelétrica, a evolução socioambiental do entorno acompanha as transformações causadas pela implantação e operação de um empreendimento de grande porte.

“Nesse contexto, o empreendimento é parte integrante e deve estar efetivamente presente, por se tratar de uma relação de vizinhança de caráter permanente e de interesse mútua”, explica a analista ambiental da ENGIE, Andreia Szortyka, que atuou como gestora em usinas da empresa no Rio Tocantins por uma década. É da região, inclusive, que vem um bom exemplo de desenvolvimento local sustentável.

Usina de São Salvador é exemplo de sucesso

A partir de um programa inovador de assistência técnica oferecido pela ENGIE, famílias remanejadas no processo de implantação da Usina Hidrelétrica São Salvador, em Palmeirópolis (TO), fizeram do associativismo a base da retomada de suas atividades socioeconômicas, engajando produtores locais em parcerias dedicadas à agricultura sustentável e ao combate à fome.

agricultura sustentável

O primeiro passo para viabilizar a prosperidade das famílias no campo foi oferecer assistência técnica, a fim de orientar as suas atividades socioeconômicas no novo local de moradia. “Considerando o perfil desses núcleos familiares, os quais anteriormente se dedicavam à produção de subsistência, o foco inicial da assistência estava na transmissão de conhecimento sobre técnicas produtivas, com forte apelo educativo”, explica o analista ambiental da Usina, Adriano Baldissera. O especialista mora há 15 anos na região e foi um dos idealizadores do projeto, acompanhando as atividades até hoje junto à Andreia. 

Andreia engie

Associação subsidiou o processo e viabilizou grandes mudanças locais

Para criar condições para que as famílias progredissem no novo contexto, de forma sustentável, a ENGIE estimulou o associativismo como mecanismo para unir esforços, acelerar resultados e compartilhar benefícios. Assim nasceu a Associação dos Agricultores Famílias e Produtores Artesanais de Palmeirópolis e Região (AFAP), em 2011, a primeira entidade do gênero formada por famílias autorreassentadas no Brasil. Atualmente, 61 famílias da comunidade integram a AFAP.

“Na implantação de uma usina, o processo de licenciamento prevê assistência técnica e social às famílias por um período após o remanejamento. Nesse caso, nós fomos um pouco além, estendendo por um período adicional a consultoria técnica de apoio à gestão e, assim, proporcionando o restabelecimento de suas atividades econômicas e fornecendo bases para a melhoria da qualidade de vida”, explica Adriano.

Os pilares do projeto foram a garantia da segurança alimentar, passando pela aquisição de bens de consumo para melhorar a vida no campo. As transformações culminaram com a realização de um sonho comum dos agricultores, que era ver seus filhos em cursos técnicos e de ensino superior. 

Hoje, a produção agrícola contribui para a melhoria da alimentação e ainda gera renda para as famílias. A partir da constituição da AFAP, os produtores puderam integrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), desenvolvido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Até o momento, a Associação firmou seis contratos, no valor de R$1,18 milhões, com a Conab, a qual adquire os produtos e realiza doação simultânea para entidades beneficentes. Ao todo, cerca de 250 toneladas de alimentos já foram distribuídas à população mais vulnerável da região.

Depois da criação da AFAP, outras sete iniciativas semelhantes foram criadas, como outras associações agrícolas, associações voltadas para o esporte, para coleta seletiva de resíduos e de cunho cultural e social. Também foram oferecidos diversos cursos de capacitação ao longo do tempo.

O projeto foi premiado na Conferência ANPEI, o maior evento de inovação multissetorial do país, e foi também um dos finalistas brasileiros do Innovation Trophies, competição interna global do grupo ENGIE, realizada em Paris, que visa premiar projetos inovadores. Mais recentemente, o projeto foi convidado a compartilhar a sua história em um evento de Gestão Tecnológica e de Inovação promovido pela ALTEC em Lima, no Peru.