Por Redação em 12/04/2021

De acordo com pesquisa da BNEF (BloombergNEF), os países do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, estão longe de cumprir as metas firmadas em 2015, no Acordo de Paris. O relatório “G20 Zero-Carbon Policy Scoreboard” avaliou as políticas de descarbonização dos países do G20 para medir quais governos implementaram regimes para cumprir as metas do Acordo de Paris – que tem como objetivo reduzir o aquecimento global – ou uma descarbonização mais substancial.

“As promessas foram impressionantes, principalmente no último passado, com grandes economias, como a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e China, prometendo chegar à neutralidade de carbono em alguma data futura”, afirma Victoria Cuming,  chefe de análise de política global da BNEF. “No entanto, a realidade é que os países não fizeram o suficiente para cumprir bem mesmo as promessas feitas há mais de cinco anos”, reforça.

De acordo com a BNEF, em termos globais, grande parte do progresso alcançado até o momento no corte da taxa de crescimento das emissões de CO₂ veio do setor de energia, que obteve a melhor pontuação coletiva em suas políticas (58%).

Segundo a Bloomberg, isso ocorreu após a introdução de apoio governamental para promoção de tecnologias limpas.

“Embora algumas políticas do setor de energia tenham apresentado resultados, a maioria dos países fez pouco em outras partes da economia. E mesmo dentro de cada setor, não é suficiente implementar incentivos para uma tecnologia. Vários caminhos são necessários”, avalia Cuming.

Alemanha e França se destacam com políticas robustas de descarbonização

De acordo com o  levantamento, os países do G20 alcançaram uma pontuação média de 47%. Segundo a BNEF, as nações que lideraram o ranking de descarbonização executaram um número maior de medidas robustas e concretas para atingir suas metas “ambiciosas, mas alcançáveis”.

Entre os países, Alemanha e França se destacam positivamente, pelas políticas em vigor para estimular a descarbonização, alcançando índices de 73% e 71%, respectivamente.

“Esses países introduziram políticas para impulsionar mudanças tanto do lado da oferta quanto da demanda. Seus processos são relativamente transparentes e previsíveis, e suas iniciativas estão começando a ter um impacto mensurável”, diz o relatório.

O Brasil aparece abaixo da média mundial, com 37%, atrás do México, Índia e Austrália, dentre outros países.