Por Redação em 18/08/2020

Cientistas da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, desenvolveram solução tecnológica para ampliar  a capacidade de armazenamento de energia das baterias, aumentar seu desempenho e elevar sua estabilidade para veículos elétricos.

Denominada FDMB, a nova solução poderá ser facilmente produzida a granel. Os experimentos testaram o novo eletrólito em uma bateria de metal de lítio. Segundo os resultados, a bateria reteve mais de 90% da carga inicial após 420 ciclos de carga e descarga. Em processo similar, baterias de metal de lítio têm, em média, 30 ciclos, o que representou uma excelente performance.

“Para ser comercialmente viável, uma célula de bateria precisa de eficiência  Em nosso estudo, obtivemos 99,52% na meia célula e 99,98% nas células cheias. Um desempenho incrível”, disse Yi Cui, professor de ciência e engenharia de materiais e ciência de fótons no Laboratório Nacional de Aceleração da universidade.

Os pesquisadores de Stanford substituíram o grafite por metal de lítio para a condução de carga da bateria. Com essa troca, o dispositivo pôde armazenar cerca de duas vezes mais eletricidade por quilograma.

A equipe também testou o eletrólito FDMB em células de bolsa de metal de lítio sem ânodo. “A bateria sem ânodo executou 100 ciclos antes de sua capacidade cair para 80%. Não é tão boa quanto uma bateria equivalente de íon de lítio, que pode durar de 500 a 1.000 ciclos, mas ainda é uma das células sem ânodo com melhor desempenho”, explicou Zhenan Bao, coautor do estudo.

O experimento foi bem-sucedido para solucionar possíveis vulnerabilidades, como falhas e incêndios. Para promover a estabilidade foram adicionados átomos de flúor na molécula do eletrólito. “O flúor é um elemento amplamente usado em eletrólitos para baterias de lítio. Exploramos sua capacidade de atrair elétrons para criar uma molécula que permite que o ânodo do metal de lítio funcione bem no eletrólito”, contou Bao.

Outras aplicações

Além dos veículos elétricos, a nova descoberta trouxe resultados promissores para outros dispositivos, como drones e demais produtos eletrônicos de consumo.