Por Redação em 07/04/2021

Os impactos econômicos da pandemia podem atrasar as ações relativas à segurança energética nos países em desenvolvimento, de acordo com os organizadores da COP 26 e o governo do Reino Unido. Por essa razão, um evento online, que será realizado em 31 de março, discutirá estratégias para ajudar essas nações.

“Os países em desenvolvimento são desproporcionalmente afetados pela pandemia. Por isso, vamos reunir especialistas de todas as regiões para projetar soluções práticas, que possam contribuir com uma mudança de rumo na questão climática e no desenvolvimento (dessas nações) este ano”, destacou o diretor do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, Andrew Norton. 

A ideia é fornecer condições para que essas nações consigam fazer a transição para o uso de energia limpa, cumprindo os objetivos comuns e o compromisso mundial de redução de emissões. 

Planeta em alerta

Um relatório das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) analisou os planos de ação de 75 países. A conclusão é preocupante, pois as políticas atuais não chegam nem perto de cumprir as metas do Acordo de Paris. 

Entre os compromissos assumidos no acordo estão a migração para uma economia de baixo carbono e a redução da temperatura em 1,5ºC a 2ºC, para deter o aquecimento global. Sem essa mudança, problemas climáticos serão cada vez mais frequentes, causando seca, chuvas intensas, ondas de calor, aumento do nível do mar, inundações e escassez de alimentos.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para atingir a meta de redução de temperatura em 1,5°C, seria necessário reduzir as emissões em 45%, aproximadamente. Embora a maioria das nações signatárias do acordo tenha melhorado seus resultados, a perspectiva de redução, até 2030, está longe de atender essa meta.  

Diante dos dados, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o planeta está em um “alerta vermelho”. No entanto, em sua avaliação, o plano de recuperação da Covid-19 oferece a oportunidade para o “desenvolvimento de economias mais verdes e mais limpas.” 

Para o presidente da COP-26, Alok Sharma, do Reino Unido, o relatório é uma chamada à ação urgente. Em sua avaliação, a comunidade internacional deve “reconhecer que a janela de ação para salvaguardar o planeta está se fechando rapidamente”.​