Por Redação em 15/10/2020

Mais de 50 mulheres líderes da área de energia e mineração da Europa e América Latina se reuniram para debater a realidade do setor  quanto à diversidade. No encontro, elas listaram as melhores práticas e as dificuldades do setor, classificado como “altamente masculinizado”.

Elas discutiram as seis barreiras das organizações em relação à igualdade de gênero. São elas: falta de comprometimento da organização; falta de políticas ou estratégias sensíveis a gênero; (des)equilíbrio entre vida pessoal e profissional / corresponsabilidade; normalização das culturas masculinas; vieses / estereótipos de gênero; e falta de suporte ou redes de desenvolvimento profissional.

A diversidade é, cada vez mais, a pauta do dia em diversos setores, e o de energia não fica de fora. Recentemente, a vice-presidente de recursos humanos da Equinor, Ana Prata, defendeu quadros mais igualitários na empresa. Mas ela não é uma voz isolada. No Reino Unido, um grupo de 14 empresas de energia, entre elas a ENGIE, assinou um pacto pela maior diversidade no setor.

Esta luta é importante porque elas ainda são minoria, principalmente quando se consideram os cargos de diretoria. Segundo pesquisa da PwC, citada pelo POWERful Women, 38% das grandes empresas de energia do Reino Unido sequer têm mulheres na diretoria.

As conclusões da reunião das representantes de empresas da Europa e América Latina foram divididas em três grupos: “comece” (práticas que as empresas devem adotar); “pare” (práticas que não podem continuar); e “continue” (práticas que as empresas devem ser manter e promover).
Veja abaixo algumas das conclusões apresentadas, compiladas pela Deloitte.

Comece:

• Estabelecer padrões para a gestão, participação e desenvolvimento das mulheres
• Atenção e políticas de creches e/ou cuidadores domiciliares com benefícios iguais para homens e mulheres
• Políticas e declarações públicas de Diversidade, Inclusão e Equidade de gênero
• Promover e aprofundar as políticas de maternidade e paternidade
• Educação em vieses inconscientes em todos os níveis das organizações
• Respeitar os horários e não exigir conexão contínua
• Estabelecer políticas de flexibilidade de trabalho

Pare:

• Ter salários e lacunas de carreira não resolvidas
• Ter painéis de especialistas apenas com homens
• Não ter representação feminina em sindicatos e negociações coletivas,
• Não ter mulheres líderes e referência nas organizações
• Masculinizar carreiras e posições profissionais
• Normalizar micromachismos e outros comportamentos condescendentes

Continue:

• Educar na diversidade e inclusão
• Participar de instâncias para compartilhar, refletir e desenvolver mulheres
• Fortalecer as redes de “networking” das mulheres para o desenvolvimento conjunto
• Continuar gerando redes que envolvam mulheres de diversos setores, permitindo a abertura a outros espaços de conexão