Por Redação em 05/10/2020

Em 2019, as fontes solar e eólica representaram dois terços dos 265 gigawatts de capacidade de geração de energia adicionada ao sistema em todo o mundo. Os dados são do relatório Power Transition Trends 2020,da BloombergNEF (BNEF).

O estudo revela maior participação das duas fontes em meio à geração adicionada. Em 2010, a participação delas na nova capacidade era de menos de um quarto. E o destaque ficou com a energia solar. Ela foi a principal fonte usada na energia adicionada às redes de vários países no ano passado. Ao todo, foram 118 gigawatts a mais de energia fotovoltaica.

Solar ultrapassou a eólica em 2019

Além disso, a pesquisa mostra que os equipamentos de geração solar e eólica não se concentram mais nos países mais ricos. No início da década passada, essas nações tinham a maior parte dos projetos renováveis. Mas, desde 2011, as fontes eólica e solar são responsáveis pela maior parte da capacidade de geração que entra no sistema a cada ano em um grupo com quase todos os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) .

Quando se leva em conta a capacidade total instalada no mundo, nota-se que a energia solar foi a quarta maior fonte em operação em 2019, com 651 GW. Este número marca, sobretudo, um salto desta fonte, que correspondia a apenas 43,7 GW da capacidade total em 2010.

Luiza Demôro, analista da BNEF e principal autora do estudo, acredita que o acesso cresceu devido a “quedas significativas” no custo dos painéis solares. “A energia solar fotovoltaica é onipresente e se tornou um fenômeno mundial”, avalia.

Eólica é um dos motores da ENGIE no Brasil

Um dos motores das fontes renováveis é o mercado livre de energia. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), este mercado cresceu 6% em 2019. E 41% da energia renovável é gerada neste mercado. Portanto, entende-se como o aumento de um ajuda a puxar o outro.

Uma das empresas com forte atuação em energias renováveis é a ENGIE. Segundo Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil, “a geração eólica se tornou um dos principais vetores de crescimento da ENGIE no Brasil”. A empresa tem quatro parques eólicos no país, com capacidade instalada de cerca de 1GW. Esse número, entretanto, crescerá em breve, quando a segunda unidade do conjunto de Campo Largo entrar em operação. Por fim, em energia solar, Bähr explica que o foco é na geração distribuída, com mais de 2.500 instalações.