Por Redação em 17/03/2021

Ficou para trás o tempo em que as mudanças climáticas eram uma preocupação restrita a organizações de terceiro setor, empresas e governos. Uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Ibope aponta que 92% dos brasileiros consideram que o aquecimento global está acontecendo e 72% acreditam que essa condição já prejudica a geração atual. Além disso, para 77% das pessoas consultadas, proteger o meio ambiente e pensar em sustentabilidade é mais importante, ainda que isso signifique menos crescimento econômico. 

Realizada em 2020, com uma amostra de 2,6 mil respondentes de diferentes regiões do país, a pesquisa do Ibope – chamada Mudanças Climáticas: a percepção dos brasileiros – confirma a crescente preocupação socioambiental registrada em consultas semelhantes. Um relatório da agência de pesquisa norte-americana Union + Webster, de 2019, por exemplo, indica que 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis – e  70% dos entrevistados disseram não se importar em pagar um pouco mais por isso.

Com consumidores cada vez mais conscientes e engajados, aumentam as exigências em relação a boas práticas ambientais das empresas, incluindo as relacionadas à redução ou compensação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) – principal causa das mudanças do clima no Planeta.  O desafio imposto inclui, assim, a transição energética, com a substituição de fontes não-renováveis, mais poluentes, pelas renováveis – tais como eólica, fotovoltaica e hidrelétrica.

No Brasil, uma das alternativas para aderir à transição energética é fazer parte do Mercado Livre de Energia – ambiente de negócios onde geradoras, comercializadoras e empresas consumidoras negociam diretamente entre si, com base na regulamentação do setor. Nesse ambiente, é possível adquirir a chamada “energia incentivada”, estimulando a  implantação de novos empreendimentos de geração de energia renovável no país. Conheça os benefícios do Mercado Livre de Energia e a solução ideal para aproveitá-los.

Descarbonização

Comprometida com a transição energética, a ENGIE apoia outras empresas no caminho da sustentabilidade, oferecendo soluções para neutralização, compensação ou redução de emissões de carbono – importantes, especialmente, às organizações que realizam Inventário de Emissões de GEE, em conformidade com o GHG Protocol (veja box). 

Confira a seguir as características e benefícios das principais soluções: 

  • I-RECs: equivale a um atestado de que o consumo de energia elétrica é feito a partir de fontes renováveis, sem emissões de GEE. Esses certificados, reconhecidos internacionalmente, podem ser utilizados para compensar emissões de Escopo 2 (compra de energia elétrica), sem uma redução efetiva de emissões. 
  • ENGIE-REC: permitem aos consumidores livres, principalmente grandes entidades industriais ou comerciais, firmar um acordo com a ENGIE para garantir que a energia consumida em suas operações está sendo gerada por uma fonte renovável, livre de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Com isso, a empresa consumidora pode zerar as emissões de Escopo 2 em seu Inventário de Emissões. 
  • Créditos de carbono: permitem reduzir, efetivamente, tanto as emissões diretas quanto as indiretas de GEE. Assim, os CERs podem ser utilizadas para compensar as emissões dos Escopos 1, 2 e 3, inclusive para anos anteriores ao do ano vigente do inventário de GEE. 

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GHG Protocol

Desenvolvido originalmente nos Estados Unidos, em 1998, o GHG Protocol é uma ferramenta dedicada a entender, quantificar e gerenciar emissões de GEE. Hoje, é o método mais aplicado, globalmente, por empresas e governos para a realização de inventários de GEE. No Brasil, a aplicação do método se dá de forma adaptada ao contexto nacional, a partir das diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, que busca estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários. 

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