Por Redação em 12/02/2021

Carmina Velasco, gerente de Pessoas & Cultura e Comunicação da TAG, nasceu em El Salvador, na América Central. Mora no Brasil há 11 anos. Mudou para o país pois se casou com um brasileiro. Se naturalizou brasileira há quatro anos. E é protagonista de uma história de sucesso no contexto da diversidade de gênero dentro da TAG.

Começou a carreira na área de Comunicação, trabalhando em um canal de televisão em El Salvador. Depois entrou na petroleira anglo-holandesa Shell, onde trabalhou por dez anos. “Durante esses dez anos, trabalhei em diversas áreas operacionais do segmento de downstream, de distribuição de combustíveis”, lembra. “Depois passei, dentro da própria Shell, para uma área mais estratégica, onde fazia análises de mercado e vendas”, conta.

“Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Quando surgiu uma oportunidade em RH, não tive duvidas e migrei para a área”, conta.

Depois desses dez anos, já casada com um brasileiro, Carmina mudou para a Guatemala e depois, em 2010, veio para o Brasil. “Foi muito difícil tomar a decisão de deixar a companhia que eu amava, mas por uma situação pessoal, vim, a procura de experiências novas”, afirma.

Ela conta as dificuldades de se integrar no mercado de trabalho no Brasil. “Primeiro pelo idioma. Eu sabia falar espanhol e inglês, mas não sabia português. Decidi fazer uma pós-graduação em RH para tentar me integrar e resolver a questão do idioma”, conta, acrescentando que muitas vezes era frustrante, por sua experiência em RH trabalhando em grandes empresas e com diversos países, a dificuldade de se colocar no mercado de trabalho no Brasil. “Infelizmente esses primeiros anos aqui no Brasil não foram tão fáceis”, admite.

Em 2011, sua ex-chefe na Shell ligou dizendo que precisava de alguém para trabalhar no processo de recrutamento e seleção em uma empresa São Paulo. Carmina estava grávida. Ainda assim, aceitou o desafio.

“Foi assim que eu comecei a abrir espaço dentro do mercado brasileira e me sentindo, como profissional, novamente fazendo parte do mercado de trabalho e daquilo que amo fazer”, afirma.

Com isso, a família mudou para São Paulo. “Três meses depois, meu marido recebeu uma proposta para trabalhar em uma grande empresa em Macaé (RJ), e, como família, tomamos a decisão de mudar novamente para o Rio de Janeiro”, conta. “Mal tinha acabado de conhecer o Rio e mudei para São Paulo”, observa.

Depois de um ano, se dedicando à família e ao filho recém nascido, decidiu voltar ao mercado de trabalho e conseguiu se integrar na equipe da GE, em Macaé, durante o boom de petróleo no Brasil.

Tive a oportunidade, naquele momento, de ter uma chefe que me deu uma grande oportunidade, mesmo considerando minhas dificuldades. “A partir daí, eu comecei a trilhar uma carreira aqui no Brasil, sempre na área de recursos humanos”.

Carmina ficou cinco anos na GE. Quando surgiu uma oportunidade de trabalhar na ONU, em Brasília, o que representou a realização de um sonho antigo. A família ficou no Rio e Carmina viajava toda semana para Brasília, na segunda-feira pela manhã, e voltava, na sexta-feira, para o Rio, para passar o fim de semana com a família. “Isso durou nove meses. Até o momento que ficou muito difícil para minha família e comecei a procurar novas oportunidades”, lembra.

Foi quando surgiu a ENGIE.

Um caso de sucesso dentro do grupo ENGIE

“Eu já conhecia a ENGIE, já gostava da empresa. E via uma oportunidade de me juntar a uma empresa que tinha valores compartilhados”, lembra. “Sofri muito em deixar a ONU, mas quando veio a oportunidade não duvidei. Foi a decisão certa”.

Carmina entrou na ENGIE em 2018. “A partir do momento que entrei na ENGIE me deparei com uma organização muito humana, que tem um viés de pensar nas pessoas que eu não tinha vivido antes, em uma empresa da iniciativa privada. O respeito que a empresa tem pelas pessoas me surpreendeu”, afirma. “As oportunidades na empresa sempre foram muito positivas. Aqui as pessoas tem grandes oportunidades a despeito do background”, ressalta.

Para ela, a TAG possui uma grande oportunidade de se tornar um caso de sucesso dentro do grupo, por ser uma empresa nova e que já vem, desde o primeiro momento trabalhando a diversidade.

“Estamos muito alinhados com os valores do grupo ENGIE. Temos um bom número de mulheres trabalhando na empresa, o que tem trazido um diferencial para o time”, explica. “Nossos líderes são entusiastas dessa paridade de gêneros, desse olhar para a diversidade. Temos uma grande oportunidade de nos tornamos um caso de sucesso em diversidade”, afirma. “Nosso desafio é mostrar para um número maior de mulheres que é possível trabalhar, fazer uma carreira dentro de um setor tradicionalmente masculino”, explica.

Atualmente, a TAG tem quase 50% de mulheres no efetivo da empresa. “Estamos muito bem em termos de diversidade de gênero”, afirma. “Eu me sinto muito contente com o que temos feito na TAG”, conclui.