Por Redação em 13/01/2021

O diretor-presidente da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), Gustavo Labanca, vê como urgente a aprovação da Lei do Gás em 2021 como premissa para o desenvolvimento desse mercado.

“O gás natural tem um importante papel no mix de energia brasileiro, impulsionando a economia e gerando a atração de investimentos, renda e emprego”, observa, acrescentando que a crise causada pela pandemia de covid-19 torna mais urgente a aprovação da Nova Lei do Gás, que visa modernizar o arcabouço legal do setor, abrindo espaço para o desenvolvimento de toda a cadeia do gás natural no Brasil.

Nova lei do gás trará mais competição a partir de 2021

Labanca também enumera as vantagens de ter um mercado de gás mais dinâmico a partir da aprovação da lei. “Com a desverticalização do setor, novos agentes poderão atuar enquanto produtores, transportadores e comercializadores de gás natural, criando uma cadeia de valor sustentável”, explica. “A abertura do mercado trará maior competição e aumentará a demanda, estimulando novos investimentos de longo prazo em setores de infraestrutura, modernizando o sistema e barateando custos”, avalia.

TAG prevê investimentos de R$ 1 bilhão em cinco anos

A empresa tem um plano de investimentos para os próximos cinco anos superior a R$ 1 bilhão, com foco na modernização, integridade e segurança de seus ativos, garantindo a sustentabilidade do negócio e sua expansão no longo prazo.

A TAG é uma empresa da ENGIE, que junto com a Caisse de dépot et placement du Québec (CDPQ), comprou a transportadora em 2019. A empresa é a maior transportadora de gás natural do Brasil, com uma malha de gasodutos com aproximadamente 4.500 km, localizada no litoral das regiões Sudeste e Nordeste, além de um trecho ligando Urucu a Manaus (AM) na região Norte. A malha conta ainda com 12 instalações de compressão de gás (6 próprias e 6 subcontratadas) e 91 pontos de entrega.