Por Redação em 08/06/2021

O objetivo da TIM é se tornar uma empresa carbono neutro até 2030, se alinhando com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa tomar medidas para combater a mudanças climáticas e seus impactos. A meta da operadora foi divulgada no Relatório de Sustentabilidade 2019. No documento, a empresa afirma que assumiu um compromisso em seu Plano Estratégico 2020-2022 relacionado ao uso mais eficiente da energia para o tráfego de dados, aumentando a sua eficiência em 75% até 2025.

Para atingir o objetivo, a operadora tem investido na autogeração de energia, por meio de projetos de geração distribuída – modelos de microgeração de energia elétrica por fontes renováveis, como painéis solares, geradores a biogás e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs).

Com mais de 54 milhões de clientes e uma infraestrutura que alcança mais de 4 mil municípios brasileiros, a TIM é uma grande consumidora de energia. Nos últimos anos, o aumento no consumo de dados teve impacto direto no consumo de energia. Pensando nisso, a empresa criou um indicador de consumo de energia por tráfego de dados para acompanhar o crescimento do uso de serviços de telecomunicação e o consumo de energia.

A partir daí surgiu a ideia de gerar energia e devolver para o sistema. O projeto começou em Minas Gerais, há quatro anos, com o arrendamento de quatro hidrelétricas.

A TIM ampliou o projeto nos últimos anos e, além das usinas hídricas, incluiu centrais de biogás, eólicas e painéis solares dentro dessa autogeração. Hoje, a empresa opera 34 centrais geradoras, que conseguem retornar ao sistema elétrico 64% da energia consumida na sua operação.

Em 2019, cerca de 50% do consumo de energia da TIM era proveniente de fontes de energia renováveis. A ideia é expandir o uso para 60% até o final deste ano.

Créditos de carbono

De acordo com Mario Girasole, VP da TIM Brasil, a empresa não descarta a compra de créditos de carbono, no entanto, antes disso, a empresa resolveu voltar o olhar para dentro.

“Ainda não temos uma estratégia de compra de créditos de carbono, porque achamos muito mais desafiador tentar atingir metas fazendo um esforço estrutural até onde for possível. Mas sabemos que chegará um ponto em que será preciso fazer algum tipo de investimento para chegarmos a 100% de neutralidade”, afirmou.