Por Redação em 08/12/2020

Com o objetivo de reduzir as emissões de carbono lançadas na atmosfera – e, assim, contribuir para frear as mudanças do clima –, a chamada transição energética vem ganhando espaço na agenda de empresas e governo de todo o mundo. Na prática, essa transição exige substituir fontes de energia não-renováveis e poluentes, tais como petróleo, carvão mineral e xisto betuminoso, por renováveis – eólica, solar, biomassa e resíduos, geotérmica e hidrelétrica.

O movimento crescente pela descarbonização se justifica: projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que se as emissões não forem reduzidas nos próximos anos, os impactos negativos das mudanças climáticas sobre a economia, o meio ambiente e a sociedade podem ser desastrosos. Um relatório divulgado pela Oxford Economics no ano passado, com base em pesquisas científicas recentes, aponta que caso as emissões de gases de efeito estufa (GEE) não sejam contidas nas próximas décadas, a Terra poderá aquecer 2 graus Celsius até 2050, reduzindo o PIB global entre 2,5% e 7,5%. A longo prazo, segundo o mesmo relatório, um aumento de 4 graus da temperatura até 2100 poderia encolher o PIB global em até 30%.

Para reverter esse cenário, que em nada favorece o futuro dos negócios, as empresas têm papel fundamental. Ao optarem por usar fontes de energia renovável em suas operações, elas passam a contribuir de forma decisiva para uma economia de baixo carbono.

Oportunidade

No Brasil, uma das alternativas para aderir à transição é fazer parte do Mercado Livre de Energia – ambiente de negócios onde geradoras, comercializadoras e empresas consumidoras negociam diretamente entre si, com base na regulamentação do setor. O modelo traz vantagens para ambas as partes, mas especialmente para os compradores, que podem contratar energia elétrica ampliam seu poder de escolha, ganhando  competitividade, flexibilidade e economia.

A oportunidade de contribuir com a descarbonização vem da possibilidade, oferecida aos consumidores livres, de adquirir a chamada energia incentivada. Ao fazer essa escolha, a empresa estimula a construção de novos empreendimentos geradores de energia renovável no país, fundamentais à transição energética.

A contratação de energia incentivada pode ser realizada por negócios de menor porte, classificados como “consumidor especial” no Mercado Livre de Energia.  Empresas com o mesmo CNPJ ou localizados em área contígua – sem separação por vias públicas – podem ser classificadas dessa forma somando as cargas consumidas por suas diferentes unidades, para atingir os 0,5 MW exigidos como nível mínimo de demanda. Um exemplo: imagine uma rede de restaurantes com cinco unidades, todas com mesmo CNPJ, cada uma com 100 kW de demanda contratada – somadas, as demandas atingem 500 kW (0,5 MW), o que permite a essa empresa se tornar um consumidor especial. Para facilitar o ingresso desse grupo de consumidores no ambiente livre, a ENGIE lançou neste ano o E-conomiza, solução que assegura a compra de energia renovável, além de garantir até 15% de economia na fatura mensal de energia. Para saber mais, clique aqui.

Apoio para descarbonizar

Maior produtora privada de energia elétrica do Brasil, a ENGIE está comprometida com a transição energética e tem 90% de seu parque gerador com base em fontes renováveis de energia. O mix de usinas hidrelétricas, eólicas, fotovoltaicas e a biomassa, distribuídas em diferentes regiões do país, permite proporcionar aos clientes opções diversas em geração, com confiabilidade e segurança.

Aos consumidores do Mercado Livre de Energia, a ENGIE oferece também soluções para neutralização, compensação ou redução de emissões de carbono – importantes, especialmente, às empresas que realizam Inventário de Emissões de GEE, em conformidade com o GHG Protocol. Exemplos disso são os Certificados de Energia Renovável (I-REC), os Contratos de Energia Renovável (ENGIE-REC) e os Créditos de Carbono. Confira a seguir os benefícios de cada um:

  • ENGIE-REC: permitem aos consumidores livres, principalmente grandes entidades industriais ou comerciais, firmar um acordo com a ENGIE para garantir que a energia consumida em suas operações está sendo gerada por uma fonte renovável, livre de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Com isso, a empresa consumidora pode zerar as emissões de Escopo 2 em seu inventário de emissões.
  • I-RECs: equivale a um atestado de que o consumo de energia elétrica é feito a partir de fontes renováveis, sem emissões de GEE. Esses certificados podem ser utilizados para compensar emissões de Escopo 2 (compra de energia elétrica), sem uma redução efetiva de emissões.
  • Créditos de carbono: permitem reduzir, efetivamente, tanto as emissões diretas quanto as indiretas de GEE. Assim, os CERs podem ser utilizadas para compensar as emissões dos Escopos 1, 2 e 3, inclusive para anos anteriores ao do ano vigente do inventário de GEE.

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