Por Redação em 31/05/2021

A Unilever pretende substituir 100% do carbono derivado dos combustíveis fósseis dos seus produtos de limpeza e lavanderia para o carbono com fontes renováveis ou recicláveis até 2030. Para alcançar este objetivo, será investido o total de 1 bilhão de euros em pesquisas e desenvolvimento no programa “Futuro Limpo”.

O projeto faz parte da iniciativa global de inovação e sustentabilidade da Unilever para mudar radicalmente o modo como os produtos de limpeza e lavanderia são criados e fabricados. Para a companhia, esse seria o primeiro passo para zerar a emissão líquida dos seus produtos até 2039.

“Como indústria, devemos quebrar a nossa dependência de combustíveis fósseis, inclusive como matéria-prima, para os nossos produtos”, diz Peter ter Kulve, presidente da divisão de Limpeza Doméstica da Unilever.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, a Unilever tem procurado inovar com algumas entregas sustentáveis alinhadas às prioridades do programa “Futuro Limpo”. Entre os exemplos estão a eliminação dos petroquímicos, redução da pegada de carbono, diminuição do consumo de água e redução do plástico de uso único nas embalagens.

Para Eduardo Campanella, vice-presidente de Cuidados com a Casa da Unilever para a América Latina, as ações de combate às mudanças climáticas não podem mais esperar. “Diariamente, 2,5 bilhões de pessoas tocam em um produto Unilever no mundo. Essa é a dimensão da nossa responsabilidade e da capilaridade que temos para liderar esta agenda de transformação”, diz. “O nosso objetivo é convidar outras indústrias a virem conosco em um movimento – sem volta – rumo a uma nova economia, que seja igualmente boa para as pessoas e para o planeta”, acrescenta.

Entre os compromissos assumidos recentemente pelo grupo estão a meta de zerar as emissões líquidas de carbono geradas pelos produtos, da fabricação às gôndolas, até 2039, e reduzir pela metade o impacto dos gases de efeito estufa durante todo o ciclo de vida dos produtos, até 2030. Também está no rol de compromissos zerar as emissões de gases do efeito estufa das operações até 2030, tornar as fórmulas dos produtos biodegradáveis até 2030, alcançar uma cadeia produtiva sem desmatamento até 2023 e reduzir pela metade o uso de plástico virgem.