Por Redação em 27/01/2020

O crescimento da frota de veículos elétricos é uma tendência mundial no contexto de transição energética para fontes de energia menos poluentes. Segundo o relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), no mundo, 56 milhões de carros elétricos devem circular até 2040. Atualmente, a frota de elétricos é de 2 milhões de veículos, conforme divulgação do G1

No Brasil, apesar da discreta participação dos carros elétricos e híbridos na frota nacional de automóveis, cerca de 0,4% do total na matriz veicular em 2019 (11,8 mil unidades), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que as vendas de carros eletrificados devem atingir 180 mil unidades por ano em 2030. 

Segurança

Uma das questões que suscitam dúvidas é se os veículos elétricos são tão seguros como os movidos a combustão. Pesquisadores na Alemanha realizaram um estudo com parceria com a  DEKRA Accident Research e cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Göttingen, segundo informações do Portal Segs

Foram realizados testes de colisão e os pesquisadores concluíram que, em termos de segurança, os veículos elétricos testados são iguais aos veículos com motor convencional, confirmando o alto nível de segurança oferecido pelos veículos elétricos de produção em série.  

Custos

De acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), o preço do veículo elétrico, para o brasileiro, ainda é bem elevado, representa mais que o dobro do preço do carro  médio no país. A população tem uma renda média baixa comparada a países onde os elétricos estão sendo adotados em larga escala. Enquanto nos Estados Unidos, o custo de um carro de entrada representa 40% da renda per capita, no Brasil um carro elétrico de entrada custa quase 4 vezes a renda per capita média. 

Mesmo com a diferença econômica, este mercado tende a crescer no Brasil. Segundo o Cbie, nos próximos cinco anos, o país pode chegar a ter 30 mil veículos elétricos em circulação.  

Autonomia e segurança

Outra grande questão sobre o uso dos veículos elétricos é a autonomia e desempenho. Mas, de todo modo, os carros são tão funcionais quanto os movidos à combustão. A mudança na forma geração de energia para a operação do motor e dos demais sistemas não influencia na performance do automóvel. 

Infraestrutura e baterias

Entre os principais entraves estão a durabilidade das baterias e a infraestrutura de recarga dos automóveis, que requer investimentos elevados, arcabouço regulatório e especificações nas instalações, segundo a EPE. Atualmente, o Brasil conta com pontos de recargas insuficientes para sua frota de veículos elétricos. No entanto, há empresas do setor de energia e montadoras que começam a se mobilizar para aproveitar o potencial de negócios. Um dos exemplos foi a parceria entre  BMW e EDP, em 2018, para disponibilizar pontos de recarga na Rodovia Presidente Dutra, que interliga as duas maiores capitais do País, São Paulo e Rio de Janeiro.

Com informações de O Estado de S.Paulo.